Quick Soft, de Blumenau, adquire Finanblue e amplia atuação no mercado de tecnologia para recebíveis
Operação incorpora empresa paranaense especializada em crédito estruturado e fortalece presença da companhia catarinense – liderada por Lucas Fiuza e Rodrigo Eddine (foto) em FIDCs e securitização. / Crédito: Divulgação.
A Quick Soft, empresa de tecnologia com sede em Blumenau (SC) especializada em sistemas para antecipação de recebíveis, anunciou a aquisição da Finanblue do Brasil, companhia de Curitiba (PR) com atuação voltada ao desenvolvimento de soluções para o mercado de crédito estruturado. A operação amplia a presença da empresa catarinense em segmentos ligados a securitização, FIDCs e infraestrutura tecnológica para operações financeiras.
Com mais de 30 anos de atuação, a Quick Soft desenvolve plataformas para gestão, formalização, registro e escrituração de operações de recebíveis, atendendo factorings, securitizadoras, fundos e agentes da cadeia de crédito. Segundo a empresa, a incorporação da Finanblue consolida um dos maiores grupos do país no segmento de ERPs voltados à gestão de recebíveis, superando 600 clientes apenas nessa vertical.
Além do ganho de escala, a aquisição amplia a presença da companhia catarinense em operações ligadas a Instituições de Pagamento (IP), Sociedades de Crédito Direto (SCD), securitizadoras e Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs).
“A aquisição da Finanblue complementa nosso portfólio, integra as nossas competências e ainda fortalece a capacidade de atendimento ao mercado de recebíveis”, afirmou Rodrigo Eddine, co-CEO da Quick Soft.
A Finanblue reúne uma base de mais de 500 credores e cessionários, 60 mil cedentes e originadores e cerca de 3 milhões de sacados e devedores. Ao longo da trajetória, acumulou mais de R$ 60 bilhões em créditos transacionados e cerca de R$ 50 bilhões em documentos digitais armazenados.
A operação ocorre em um momento de transformação do mercado de recebíveis no Brasil, impulsionado pela digitalização das operações financeiras e pela agenda regulatória da duplicata escritural, que vem exigindo maior rastreabilidade, governança e capacidade tecnológica das empresas do setor.
Com a combinação das operações, a Quick Soft afirma passar a atuar em um patamar próximo de R$ 400 bilhões em operações processadas. A meta da companhia é atingir R$ 1 trilhão até 2030.
