Empresa fundada em Florianópolis pelas sócias Rafaela Helbing e Thais Nolasco (foto) monitora quase R$ 1 bilhão em transações por mês
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Núclea fecha acordo para adquirir a catarinense Data Rudder

Empresa fundada em Florianópolis pelas sócias Rafaela Helbing e Thais Nolasco (foto) monitora quase R$ 1 bilhão em transações por mês e atende mais de 200 instituições financeiras. / Foto: Divulgação

A Núclea, empresa que fornece infraestrutura tecnológica para o sistema financeiro brasileiro, fechou um acordo para adquirir 100% da Data Rudder, startup fundada em Florianópolis (SC) especializada em prevenção a fraudes e crimes financeiros. O valor da transação não foi divulgado, e a conclusão do negócio depende da aprovação do Banco Central. 

Criada em 2020 por Rafaela Helbing e Thais Nolasco, a Data Rudder monitora atualmente quase R$ 1 bilhão por mês em transações e atende mais de 200 instituições. Segundo a empresa, suas soluções são utilizadas por 60% dos maiores operadores de banking as a service do país.

A operação marca um novo estágio na trajetória da companhia catarinense, que desenvolveu tecnologias para monitorar movimentações financeiras, identificar comportamentos suspeitos e compartilhar indícios de irregularidades entre diferentes agentes do mercado.

A Data Rudder atua em transações realizadas por Pix, TED, boleto e cartão, além de oferecer ferramentas de prevenção à lavagem de dinheiro. Entre seus produtos estão o DeLorean Antifraude Pix, o Watchlist, o DataBusters e o Monitora PLD. Com a aquisição, as soluções passarão a integrar a estrutura de processamento de dados e pagamentos da Núclea.

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“Fraudes, lavagem de dinheiro, golpes e contas laranja acontecem porque cada instituição vê apenas uma pequena parte do problema”, afirma Rafaela Helbing, CEO da Data Rudder. Segundo ela, a combinação entre a inteligência desenvolvida pela startup e a base transacional da Núclea permitirá ampliar a identificação de operações suspeitas no sistema financeiro.

Para André Daré, CEO da Núclea, a aquisição reforça a estratégia da companhia nas áreas de segurança e inteligência de dados. “O enfrentamento ao crime financeiro exige coordenação entre os participantes do ecossistema. Ao integrar capacidades e estruturar o fluxo de informações, ampliamos a eficiência da infraestrutura de contestação”, afirma.

As empresas estimam que a operação conjunta poderá elevar para até 46% a taxa mensal de recuperação dos pedidos analisados. De acordo com os dados divulgados no anúncio, atualmente menos de 10% das contestações resultam na devolução efetiva dos recursos aos usuários.

Após a aprovação regulatória, os sistemas e colaboradores da Data Rudder serão incorporados gradualmente à Núclea. Rafaela Helbing e Thais Nolasco permanecerão na liderança do negócio durante o processo de transição.

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