Criada em SC e com sede em Nova York, empresa consolida operação entre Brasil, EUA e Europa ao se integrar com a britânica Mesh-AI.

Fundada em Florianópolis, Indicium lança marca global e soma R$ 6 bilhões em impacto com IA

Criada em SC e com sede em Nova York, empresa consolida operação entre Brasil, EUA e Europa ao se integrar com a britânica Mesh-AI. Na foto, Matheus Dellagnelo, CEO Américas da Indicium AI, e Kelly Manthey, CEO Global da Indicium AI

Em um mercado dominado por gigantes globais de tecnologia e grandes consultorias internacionais, a Indicium — empresa fundada em Florianópolis em 2017 como consultoria especializada em engenharia de dados — acaba de revelar que seus projetos de inteligência artificial já geraram mais de R$ 6 bilhões para grandes corporações. 

O anúncio acompanha o lançamento da marca global Indicium AI, que consolida a integração entre a operação brasileira e a britânica Mesh-AI, formando uma estrutura unificada entre Brasil, Estados Unidos e Europa.

O impacto financeiro divulgado reúne cerca de R$ 5 bilhões em reduções de custos e R$ 1 bilhão em novas receitas. São sistemas implementados em áreas como precificação, crédito, atendimento e operações industriais — funções que operam sob auditoria permanente, metas financeiras e alto grau de responsabilidade regulatória.

A nova estrutura já nasce com mais de 50 grandes empresas globais no portfólio, entre elas Bayer, PepsiCo, Roche, Experian, National Grid e EDF Energy. Em diferentes iniciativas, os projetos registraram reduções de custo superiores a 60%, aceleração relevante no tempo de implementação e retorno médio sobre investimento de 300%.

Abismo entre projetos e resultados

Para Matheus Dellagnelo, cofundador da empresa e CEO Américas da Indicium AI, o problema central do mercado nunca foi falta de ambição tecnológica. “Nos últimos anos, a IA virou prioridade estratégica para todas as grandes corporações do mundo, mas ainda existe um abismo entre pilotos promissores e impacto real em produção. Surgimos para fechar essa lacuna com execução disciplinada, governança e responsabilidade ponta a ponta – do dado ao modelo, do deployment à operação”, afirma. A perspectiva da companhia, agora global, é de crescer mais de 60% em 2026.

A consolidação internacional da empresa catarinense foi construída ao longo dos últimos anos: em 2023, recebeu investimento da Databricks, um movimento que projetou a Indicium no ecossistema global de engenharia de dados. Pouco depois, anunciou a captação de US$ 40 milhões para fortalecer a presença nos Estados Unidos, ampliando equipe e estrutura comercial. Em 2024, a sede foi transferida para Nova York. 

Ainda assim, a base brasileira permanece estratégica. “Nascemos no Brasil, mudamos nossa sede para Nova York em 2024 e conquistamos clientes de todo o mundo, mas nosso país segue com um papel estruturante como um dos principais polos de talento, engenharia e liderança da empresa”, afirma Dellagnelo. “É também um mercado-chave para crescimento, inovação e formação de especialistas em Data & AI que atuam globalmente.”

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