Empresa de serviço pode escalar? Startup catarinense valida modelo e parte para atuação global
Especializada em geração de demanda via LinkedIn, ads2in prepara nova fase após fusão e início de operação internacional. Na foto, os sócios Camila Hort, Sheila Coque e André Wendler.
A ads2in, startup catarinense especializada em geração de demanda qualificada via LinkedIn, antecipou seu plano de internacionalização de 2030 para 2026 após uma sequência de mentorias, conexões e participação em missão ao Web Summit Lisboa, em 2025.
Fundada há menos de dois anos por Camila Hort e André Wendler, a empresa atua com um modelo que combina mídia paga, conteúdo, social selling e inteligência artificial para apoiar estratégias comerciais B2B. Hoje, conta com um time de 17 pessoas, escritório em Blumenau e clientes como WEG, Grupo Sankhya, Onfly e Zoho.
O movimento mais recente foi a fusão com a operação liderada por Sheila Coque, executiva com passagem pelo LinkedIn e experiência internacional no segmento. Com a integração, a ads2in passa a operar como um grupo com atuação dividida entre Brasil e mercado externo.
Como pensar em escala sem ser SaaS
Os empreendedores chegaram ao programa Startup SC com uma dúvida comum no ecossistema de novos negócios: uma empresa baseada em serviços, e não em software, poderia ser considerada uma startup? Segundo Camila, as mentorias ajudaram a validar que o modelo da empresa poderia ganhar escala sem necessariamente migrar para um produto SaaS: ”o Rafael [Assunção, mentor do programa] nos disse: ‘se o serviço está dando dinheiro, para que trocar?’. Não precisávamos obrigatoriamente ser uma empresa de produto”.
Selecionada para participar do Web Summit Lisboa 2025, a empresa aproveitou o evento como um trampolim para a expansão global. “O que mais impactou foi que fomos com o objetivo de validar o mercado internacional. Entendemos que sim, conversamos com vários players e decidimos fazer a fusão da empresa”, explica Camila.
A partir desse movimento, a ads2in passou a estruturar sua atuação em dois mercados: o brasileiro, onde já possui carteira consolidada, e o internacional, onde pretende ampliar presença a partir da nova configuração societária e operacional.
