[Diários da IA] Passos essenciais para as empresas virarem o jogo
É crucial não apenas adotar a tecnologia, mas também entender profundamente o comportamento humano. / Imagem: SC Inova/DALL-E
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[15.04.2024]![]()
Por Eduardo Barbosa, CEO da Brognoli Imóveis e um dos responsáveis pelo Conselho Mudando o Jogo (CMJ) em SC e RS.
Escreve semanalmente sobre inteligência artificial no ambiente corporativo na série “Diários de IA”
A ascensão da Inteligência Artificial (IA) generativa representa uma virada de jogo para as empresas, alterando radicalmente como operam e competem em seus mercados. À medida que a tecnologia continua a avançar, as empresas que souberem explorar o potencial da IA não apenas sobreviverão, mas também prosperarão. Aqui estão os passos essenciais para as empresas potencializarem o uso de IA, incorporando insights da economia comportamental e da inovação tecnológica.
1. Compreensão e Reavaliação do Valor
O primeiro passo é entender que cada mudança tecnológica desloca o valor dentro do ecossistema de mercado. Para a IA, isso significa reconhecer como a tecnologia pode desagregar e reagrupar processos de negócios e operações. As empresas devem identificar onde o valor está se movendo e ajustar suas estratégias para capturá-lo. Isso envolve uma análise crítica do próprio modelo de negócios da empresa e de como a IA pode ser utilizada para melhorar ou inovar serviços e produtos.
2. Desagregação e Foco em Verticalizações
A IA permite que as empresas desagreguem serviços e produtos em componentes mais finos, oferecendo soluções altamente especializadas. Este é o momento para as empresas verticalizarem, aproveitando conhecimentos específicos de setores para fornecer soluções customizadas. A economia comportamental sugere que essa especialização pode ser mais bem explorada ao entender profundamente as necessidades e comportamentos dos consumidores dentro dessas verticalizações.
3. Construção de Vantagens Competitivas Verticais
Após a desagregação, empresas devem buscar construir uma ‘vantagem vertical’, o que implica desenvolver capacidades que são únicas para sua oferta verticalizada. Isso pode incluir a criação de modelos de IA próprios, o uso de dados exclusivos ou uma UX superior que distingue suas soluções das demais no mercado.
4. Reagrupamento e Expansão Horizontal
Após estabelecer uma posição forte em verticalizações específicas, o passo seguinte é o reagrupamento. Este processo envolve integrar verticalizações distintas ou relacionadas em uma oferta mais abrangente, explorando sinergias entre elas. Este é um princípio central na economia comportamental, que destaca a importância de compreender como diferentes produtos ou serviços podem ser percebidos como mais valiosos quando combinados.
5. Fortalecimento do Relacionamento com o Cliente
Finalmente, as empresas devem utilizar a IA para melhorar e fortalecer o relacionamento com seus clientes. Isso inclui o uso de IA para personalizar interações, prever necessidades de clientes e proporcionar experiências de usuário superiores. A economia comportamental ensina que a confiança e o relacionamento emocional com os clientes podem ser decisivos para o sucesso empresarial a longo prazo.
Empresas que seguem esses passos não apenas alinham suas operações com as capacidades avançadas da IA, mas também posicionam-se estrategicamente para liderar em uma economia cada vez mais digital e orientada por dados. É crucial não apenas adotar a tecnologia, mas também entender profundamente o comportamento humano e a economia para verdadeiramente revolucionar com a IA.
REFERÊNCIAS:
- Choudary, Sangeet Paul. “How to win at Generative AI.” 29 de outubro de 2023. Disponível em: platforms.substack.com. Acessado em: 14 de abril de 2024.
- Parker, Geoffrey; Van Alstyne, Marshall; Choudary, Sangeet Paul. “Platform Revolution: How Networked Markets Are Transforming the Economy—and How to Make Them Work for You.” W. W. Norton & Company, 2016.
- Kahneman, Daniel. “Thinking, Fast and Slow.” Farrar, Straus and Giroux, 2011. Este livro explora os dois sistemas que dirigem o modo como pensamos: um rápido e intuitivo, outro lento e deliberativo.
- Thaler, Richard H.; Sunstein, Cass R. “Nudge: Improving Decisions About Health, Wealth, and Happiness.” Yale University Press, 2008. Os autores discutem como políticas públicas podem ser projetadas para ajudar pessoas a fazerem melhores escolhas para si mesmas.
- Ariely, Dan. “Predictably Irrational: The Hidden Forces That Shape Our Decisions.” HarperCollins, 2008. Este livro oferece uma visão sobre os processos mentais que influenciam as decisões aparentemente lógicas que fazemos todos os dias.

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